ATENÇÃO:
TODOS OS POEMAS ESTÃO PROTEGIDOS PELA LEI DOS DIREITOS AUTORAIS
NÚMEROS: 9.609/98 E 9.610/98.
OS PRESENTES POEMAS FORAM REGISTRADOS PELA FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL,
SITUADA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
ATENÇÃO:
TODOS OS POEMAS ESTÃO PROTEGIDOS PELA LEI DOS DIREITOS AUTORAIS
NÚMEROS: 9.609/98 E 9.610/98.
OS PRESENTES POEMAS FORAM REGISTRADOS PELA FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL,
SITUADA NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
UM POUCO SOBRE MIM:
OLÁ, MEU NOME É JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA, O TROPEGADOR DA POESIA. NASCI NA
CIDADE DO SALVADOR, BAHIA EM 1982.
BEM, AINDA QUE NÃO ME CONSIDERE UM POETA NATO, A SOMBRA DO VERBO ME PERSEGUE E
USO A POESIA COMO UM INSTRUMEMENTO DE CATARSE PESSOAL E
REFFLEXÃO SOBRE O MUNDO.
FINALMENTE, ESPERO QUE OS MEUS POEMAS NÃO OS ENCARCEREM NA MASMORRA DO TÉDIO E
VOCÊS GOZEM DE UMA BOA LEITURA.
O CREPÚSCULO DOS DIAMANTES NEGROS
A
Não podemos esquecer
Dos corpos que jazem sem cemitério
Por saber ser hábito o genocídio
De negros norte-americanos em tempos pretéritos.
B
Não podemos esquecer
Da inerme ordem pacífica
Que vigorava naquela remota província:
Onde, embora se respeitasse as torpes e indignas regras ferinas,
Era muito forte o ódio que na mente dos filhos da tirania Silentemente fluía.
C
Não podemos esquecer
Das chagas inexoráveis do aparthaid:
O qual até hoje, apesar de oficialmente obliterado,
Continua a mostrar seu gládio nos tribunais
Ao condenar criminosos fabricados.
D
Não podemos esquecer
Do homicídio de pessoas injustamente acusadas,
As quais foram mortas
Por um ardil procedente do medo, da aleivosia, da raiva:
Sim, na socapa de um estupro,
Alegado por uma ariana rameira
Vivendo maritalmente,
Jaz a fórmula para acender a pólvora
Promotora da vaga de hecatombes que destroem a convivência
No mundo, então, comutado em oceano-rio-mar segregantemente
Inclemente.
E
Não podemos esquecer
Do sul estadounidense e dos corpos que jazem sem cova,
Em Housewood, na Flórida.
SENHORA DOS PÍFANOS
I
Senhora, senhorinha:
Idosa, doce velhinha
Que solta pela boca lufada de notas
Com sua flauta nordestina.
II
Senhora, senhorinha:
Os olhos azul-açucena
Guiaram-na por prolixos caminhos sinuosos,
Sendo-lhe uma poderosa fulgência de fleuma e sapiência.
III
Senhora, senhorinha:
Obstinada, sábia, aguerrida.
Na verdade, florescência de assente espera pela gloriosa aurora
Que morara com seus filhos numa gruta
Durante a luminosa estada
De uma lua boda de prata
Que tão-só assoma e cintila
No interior da Paraíba.
IV
Senhora, senhorinha:
Desde pequena, envolta pelo cândido véu da sonora harmonia;
Agora, aos 80,
Se tranforma na maestra da orquestra.
Sim, a orquestra. A orquestra de Pífanos.
Por isso e por outros motivos,
Eu digo:
Voe, Voe,
Música em notas que afloram de seu mágico instrumento;
Voe, Voe,
Ressonância-Passarinho. Desejo que sempre caminhe com o vento!
O JARDINEIRO DE NAUFRÁGIOS
Quereria poder dizer que sou imune
Ao vírus da angústia,
Mas não posso.
Quereria poder dizer que a imaterialidade dos sonhos
Não me lancina de forma dantesca,
Mas não posso.
Quereria poder dizer que sou insensível ao medo do fracasso
E do horizonte de vácuo
Que possa se estender ante mim,
Mas não posso.
Quereria poder não mais colher
Flores de dolência a cada desventura que sofro.
Quereria poder não mais exarar verbos que suscitem
O quase intragável oceano da ausência,
Mas, por favor, não posso, entenda!
ANABIOSE DA PAIXÃO
Enquanto ergue-se em mim
Um monólito de bem-querência á solidão,
Lá fora a rua é quase calmaria
Pois o rádio ---- ainda que
Ligado ---
Ajuda a compor o quadro
Do augusto mutismo altruísta, sereno,
Sábia atmosfera de reflexão recrudescendo.
Após tantas e tantas esperas
Pela ignescente e fulgurosa
Aurora boreal, sem
Que houvesse uma sequer
Negativa ou positiva resposta,
Apaguei a chama da esperança:
Cerrei-lhe a porta!
Preferi o porto seguro do vácuo
A prosseguir contumaz
Em minhas andanças
De exitoso náufrago.
Porém a voz da minha consciência
Diz que é cedo demais
Para eu relaxar,
Me deixar entregar ao embalo
Dos hartos e meigos braços
Do réquiem do apaziguamento
No mar da expansão engolfado.
A bem da verdade,
Ela me alerta:
Diz a mim que o náufrago
Não se dirigiu ás estâncias
Do reino do Morfeu perpétuo.
Não,
Ela me diz que ele escapou
Das garras do limbo da letargia eterna
No momento em que minha visão-caminho
Singrou o caminho da jóia
Divagativamente
Ametista-Névoa
Que no meu jardim aflorou áquela hora.
Sim, um copo-de-leite roxo
Libertou-me, de novo,
Do cárcere da benfazeja embriaguez voluntária.
Sim, um copo-de-leite roxo foi o suficiente
Para revelar que o crepúsculo
Definitivo da chama, na verdade,
Era o ouropel da morte:
O coma, o coma!
Ah, mais que dolente engodo:
Agora é que descubro
Que meu monólito de bem-querência á solidão
É um dantesco absurdo!
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
ESCRIBIR EN CIELO DE AMARGURA
Sou aquele que bivaga sobre gases de desejo e lágrimas de Concreto
Sou aquele que jaz na cama da ultra-abstrata fome absoluta
Sou aquele que sempre fica á margem do pleiástico santuário
Sou aquele que carrega sobre o dorso do cérebro inúmeras
Chagas de inépcia
Sou aquele que a monótona verbena perpétua encarcera
Sou aquele cuja estrada é pavimentada pelo vórtice da miragem
Finalmente eu sou aquele que sempre está fadado a interromper
Sua viagem.
A SOFREGUIDÃO DO NÃO-POETA
Quero ser um artesão de palavras:
Duras, dúcteis, viscosas, herméticas,
Diáfanas, sinceras, profundas, singelas, iluminadas.
Eu quero é ser poeta
Pois este erige contínuas miríades de estrelas
Sobre o céu de eternas noites enluaradas!
Quero poder afluir,
Quando me der na telha,
Ao feérico lago da espontânea
Língua do povo:
E, ao libar da sua água,
Expelir-lhe as impurezas,
Que são as chagas, as mazelas,
O carcereiro da igualitária opulência,
Para deixar que viva livremente
O florescer incontinenti
De castelos e mais castelos
Da alacridade e dos felizes sortilégios
Que emanam do eufemismo
Da escrava gente.
Quero degustar
O vinho tinto da galharda palavra
A fim de homenagear a imponência
Que cimenta os mínimos e máximos halos
Da natura realeza.
Quero ser condigno
Quero ser acuidade e sageza
Quero ser humildade, vivacidade, gentileza
Quero ser feiúra e esbelteza
Quero ser a inane importância
Quero viver perpetuamente
[ No jucundo reino
De ingenuidade
Das crianças
Quero ser ventania, poesia, proximidade, distância
Quero ser o instante
[No qual se encerra o segredo
Da segurança, da solidão, da tristeza,
Do medo, da coragem, da alegria,
Da repreensão, da recompensa, do desejo
Quero ser a imensidão
Quero ser pequeneza
Quero ser a imperfeição em evidência
[Pois a perfeição
É um atroz sofisma
Da humana cabeça
Quero ser a multidão
Quero ser o átrio do sol solitário da certeza
Quero ser a rocha, a rosa, o roxinol, o girassol, a orquídea, a açucena
Quero ser a ametista, poeta em perene florescência!
SENHORES DO AR URBANO
Sobre horizontes de ferro,
Vicejados no solo do ranceniásico reino da garoa,
Trabalham filhos errantes de todos os brasis:
São pássaros que deixam seu ninho natal
Para erigir castelos, escudos e auréolas de aço
De maneira a fortalecer, guarnecer e ornamentar
As nossas selvas de pedra, além de derramar
Infindáveis córregos de vis-metálicas alegrias
Na boca dos estupradores da Rainha das pátrias sem soberania.
É de se impressionar a tamanha intrepidez:
O medo da fome, da desonra, da contemporânea languidez
É o combustível para que estes Homens
Suplantem o torpor, os soturnos
Pensamentos
E queiram ser a companhia íntima do cume maior de todas as montanhas,
Inclusive as de cimento:
Quem é ele?
O Firmamento!
Ah, agora sim, eu posso dizer com transbordo de contentamento
Que de fato existem grandes criaturas,
Pois naquelas humildes almas,
A minha medíocre e vã pessoa
Contempla a fronte de fluorescência dos manarcas das augustas alturas
Em evidência.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
NAMORANDO O VAZIO
A luz, que incide sobre os olhos meus,
Segue sua rota até desembocar no chão.
Não, nada mais opaco que o chão:
Nele, a luz não transpassa. Não logra,
Não chega a seu âmago. Não, ela não lhe desvenda e lhe penetra o Sortilégico arcano, sicariamente entregue á espessa neblina
Do preconceituoso obscurecimento nefando.
Não, ela naufraja, fracassa na empresa de conhecê-lo: conhecer
A real substância de seu jaez incógnito, misterioso,
Insondável, denso, interminável e invisível nevoeiro!
Não, nada além deste sentir austero e gélido
Não, nada além desta visão insossa, estática, extática, estéril
Não, nada além de um olhar fixado na magnética superfície
De horizontes inanes de descobertas paralisantemente catarticas,
Etéreas e digressões a plagas, que aos meus olhos sejam inéditas.
Ah, afinal, nada mais além do que esta angústia no olhar,
Sobretudo quando queda imerso em mar de vãs esperas, desertos,
Frustrações materializadas em vagalhões de maravilhosos sonhos:
Oh, infelizmente, a serem derramados num imensurável calderão De lancinantes desejos enérgicos, medonhos!
Sim, porém, na demora do olhar,
Degusto o chão. Sinto o gosto do cárcere, das chagas,
Do corte na carne feito pelo duro aço da lâmina da navalha.
Sinto a velocidade do sangue furtivo, a sua dinâmica efusão que Grassa-me pelo idealístico corpo letalmente ferido!
Sinto o plasma a prorromper do viés interno da psíquica máquina,
A escorrer pela pele da ideologia minha. Sinto sua mortal Laceração lírica.
Ah, essa é a impressão que eu tenho
Toda vez que me pego a contemplar o chão: chão do desespero!
Desespero que nasce do rancor de viver em silenciosa descrença
Contínua de que me advenham melhores e auspicosos momentos Na vida. E que estes possam permear quase vitaliciamente o fluxo Da minha hoje rotina mecanicista, da minha hoje rotina
Em jazigos da Metafísica metida, da minha rotina mamorando
A face aparente do chão da minha existência egoísta. Namorando,
Porfim, o horizonte em que não se consegue fazer penetrar-me a Vista, carente de aguerridas filosofias. Carente mesmo de suas dialéticas vísceras impressas na massa da universal filantropia.
REBANHO
Ali vão a reluzir pecuaristas ditosos,
Algozes da burilagem,
Deixam a marca dolorosa de sua propriedade
Nos gados que criam, compram, vendem, tocam
Com despreocupada atrocidade.
Não, não! Esse mar bovino, na verdade,
São pessoas que jazem presas
Em currais, onde morrem, desesperadas,
As numerosas nuanças da razão,
Que jamais pôde sentir em sua fluida face
O tépido lume da liberdade:
Face esta ancorada na lírica flauta de ondas
Turbulentas ás quais cimentam e tapeteiam
O âmago de tão expiado coração.
No entanto, moldada, desde muito, á maneira da tirania,
A pobre gente em sua chagásica compleição
Bebe a água do masoquismo. Então se faz masoquista!
Sim, tão acostumadas, elas alacremente bradam:
--- Pois não, meu amo! Sirva-se a seu bel-prazer,
Pois somos seus fiéis bois-escravos:
Seja você Nero ou Alexandre Magno.
FLOWER OF DARK JOY
(ODE Á BANDA PEARL JAM)
A flor da alacridade soturna
Descerra-se na tez da minha mente
Quando ouço a melodiosa estrada de guitarras
Emitir um suave som estridente.
Ele percorre todo o duto existente em meu corpo
Ao entranhar-se no sangue cálido,
Tornando-o magma, ígneo, escaldante lava,
A energia do sol, a reencarnação do fogo!
No entanto, como em contraponto,
A rede de pêlos, que envolve a derme,
Fica ultra-eriçada como se estivesse
Recoberta por um denso fluido de água gélida, quase neve.
As letras são lufadas de dor
Que irrompem-me a córnea, a retina, os neurônios:
Transformam-me os pensamentos
Em cristalinos espelhos,
Onde posso contemplar a aura
Do verdadeiro eu de uma considerável parte dos homens:
Uma vez lá, me deparo com um imensurável
Deserto. O deserto do amor pela sua acolhedora casa
E por seus irmãos de ventre, berço, última morada.
A voz de Ed me enternece:
Parece que dela emana
Um brado que é dele e o lacera,
Todavia, é de todos aqueles que sofrem
De um falso lume do amor pessoal, altruísta ou magnânimo.
O seu canto é depressivo:
A depressão é uma reação
Á onipresença onipotente da impotência
Que o trucida por não enxergar o punhal do girassol
Para lutar contra a vil-metálica opressão atroz e ferina.
Ah, ainda que não seja adepto da psicodelia,
Quando ouço a melodiosa estrada de guitarras,
Me entrego ás orquídeas alucinógenas
Que, na transparência da imagem,
Me revelam a cor da verdade.
Então me sinto absorver pelo rei dos vácuos,
E depois que a sua presença se dissolve,
Brota em mim a dor do eterno naufrágio
Por saber que minha consciência sabe
Que a única arma que tenho para a contenda
É ser um cavaleiro inconformado.
Ah, quando ouço a melodiosa estrada de guitarras
Emitir seu suave som estridente,
Conheço a natureza da dor
Que ecoa na alma das oprimidas gentes
Quais no torpe cosmo de Pandora
Estão aos montes,
São contínuas enchentes caudalosas;
E n’alma de mim mesmo, oceano do nada na História.
LEÃO COSMOPOLITA
Voraz deveras é a leonina fome:
Quanto mais se sacia, mais deseja, mais come.
Ela vaga pelo antrópico cosmus demandante:
Demandante de indulgências que lhe majorem a vontade
De degustar horizontes de manjares incessantes, espetaculares!
Porém, ela nutre predileção por alimentos tropicanos:
Sim, aqueles mesmos cujos cardápios pletóricos e jucundos
São conhecidos pelo nome de pratos latino-americanos.
Ah, a comida,
A comida cujo degustar é gostoso e rotundo...
Ah, a comida,
A comida cujo prazer total
É quando a visão palata e saboreia o plenilúnio...
Ah, como é boa a comida do Terceiro Mundo!
Sim, certamente, a leonina fome é mesmo insaciável:
Tanto que carcome cardápios que outrora
Vangloriavam-se em gozar de reserva inesgotável.
Não satisfeita, ela quer porções mais caudalosas, absurdas,
Altruístas. Sim, com efeito, é assim a voracidade incompassiva
Que reveste o corpo, a alma, a pele da fome do leão cosmopolita.
MARISQUEIRAS
Quase no limiar da manhã,
Sofredores semblantes de mulheres denodadas
Partem de suas calorosas vivendas infaustas
Rumo ao encontro de mais um árido dia de lavra.
E que lavra dura, pesada, prolífico jardim de sáfaras:
Colher no Atlântico mar da Goiânia pernambucana
Pérolas culinárias que hão de extasiar o paladar
Daqueles providos de algibeiras
Parcamente ou demasiadamente
Magnânimas, exuberantes cataratas do Iguaçu e do Niágara,
Imponentes cordilheiras dos Andes e do Himalaia!
Ah, o quinhão que recebem
É torpe, infame, aluvião de vexames nada breves:
Uma ignóbil monção de atrozes intempéries ultrajantes
Que as afoga no sádico oceano de dores
Oclusas no reino do pranto exangue,
Salpicdas de alamedas da piedade serelepe e incessante.
No entanto suplantam a humilhação
Com o fulgor da aura da dignidade,
Que aflora da imagem de suas nordestinas cabeças,
Levantadas ao girassol-firmamento em amplidão na verdade.
Sim, e lá vão elas, as catadoras de mariscos,
Com seus filhos lhes fazendo companhia,
Depois de um dia pejado de faina cansativa
E humilde dinheiro na palma das mãos,
Voltar, finalmente, para o aconchego
De seu exíguo e íntimo torrão.
AQUARELAS DE MIM
Erijo monólitos de mim quando escrevo
Erijo exílios em mim quando escrevo
Erijo céticas catedrais de paz em mim quando escrevo
Erijo no chão de cimento da minha verve
Girassóis do mágico vento quando escrevo.
Faço do silencio interno
A mais fragorosa música quando eu escrevo
Faço da crédula e velhaca ressonância dos
Corais de zagais modernos
Estro para revelar o sabor malsão de seu mel malévolo
Quando escrevo.
Pincelo alcovas para o vácuo dormir comigo
Quando escrevo.
Pincelo AKs-47 para soçobrar os majestosos castelos da demagoga e harpíaca
Eloqüência quando escrevo.
Pincelo uma miríade de pernas sôfregas por cosmopolismo
Quando eu escrevo.
Pincelo heterônimos bidimensionais
Quando escrevo.
Degusto o sol da catarse
Ao pincelar a mim mesmo quando escrevo.
Sou disco bicromático quando escrevo.
Sou relva, revoada e guepardo quando escrevo.
Sou faca cega, lâmina de dois gumes e pedra lascada quando escrevo